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NOTÍCIA
Justificativa de VOTAR "NÃO", à proposta de alteração do Estatuto da CASSI, QUE SE INICIA NO DIA 17 , TERMINANDO NO DIA 27 DE MAIO DE 2019 22/05/2019

Justificativa de VOTAR “NÃO”, à proposta de alteração do Estatuto da CASSI, QUE SE INICIA NO DIA 17 , TERMINANDO NO DIA 27 DE MAIO DE 2019, tem o meu apoio.

 Por esta razão, a colaciono abaixo, para seu conhecimento e considerações.

 “EU, VOTO NÃO”.

 Porque a proposta “NÃO” resolve o problema financeiro da Cassi:

 

Só garante o aumento de nossa contribuição e as nefastas mudanças na governança da entidade:

 

Pagávamos 1% e o Banco 3%,  sobre a folha de pagamento;

Aumentaram a nossa parte para 3% e a parte do Banco para 4,5%;

Recentemente aumentaram a nossa parte para 4%, até dia 31 de dezembro de 2019,

e a parte do Banco continuou 4,5%; e,

Agora nossa parte pode chegar até 7,5% e parte do Banco continuará em 4,5%.

 

A armadilha da quebra de solidariedade:

 

O discurso de que "cada um paga como pode e usa como precisa" poderia valer quando a Cassi foi criada ou até vinte anos atrás, não hoje.

 

Quando, em 1998, o Banco modificou o regime de contratação dos novos funcionários, destruiu um plano de cargos e salários, que valorizava o Posto Efetivo, e introduziu políticas de remunerações compensatórias - Vale Alimentação, Cesta Básica, PLR, entre outros - que não servem como base de contribuição para Cassi.

 

A baixa remuneração, não permite que a contribuição dos funcionários admitidos a partir de 1998, acumule reservas para garantir a solvência da Cassi. No limite, a receita paga as despesas do grupo.

 

Este quadro deve se agravar, uma vez que estas mesmas verbas, excluídas da contribuição da Cassi, também estão excluídas da contribuição para Previ. E, como o Plano é de Contribuição Definida, seus benefícios de aposentadoria serão ainda menores do que os benefícios dos atuais aposentados pelo regime de Benefício Definido.

 

Como sair dessa armadilha?

 

Manter a solidariedade da contribuição entre os titulares e criar a solidariedade entre todos os Usuários do Plano de Associados.

 

Não mexemos na contribuição atual de 3% para os Associados e não mexemos na contribuição atual de 4,5% do Banco, calculada sobre a folha de pagamento.

 

Garantir o percentual de contribuição para as Receitas da Cassi em 40% para os Associados e 60% para o Banco, exatamente como é hoje.

 

Financiar ANUALMENTE o déficit da Cassi, na mesma proporção.

 

A parte dos Associados será dividida pelo número de USUÁRIOS do Plano de Associados - titulares e dependentes.

 

A parte do Banco será considerada como DESPESAS para o exercício seguinte, evitando a necessidade de provisão de longo prazo, nociva para os resultados do Banco.

 

Podemos até discutir uma contribuição extra para cobrir os déficits acumulados e garantir a recuperação parcial das reservas. Sempre respeitando estas proporções.

 

Também podemos acrescentar um percentual sobre o déficit estimado para o exercício futuro, como margem de erro que, em caso de sobra, será apropriado como reservas.

 

Quanto cada Associado pagaria a mais?

 

Vamos adotar como base um déficit anual de R$ 500 milhões de reais.

 

Deste valor, o Banco iria contabilizar como despesas o valor de R$ 300 milhões de reais, ou seja, 60%, que é o seu compromisso financeiro com a Cassi.

 

Os Associados ficariam responsáveis pelo valor de R$ 200 milhões de reais. Este valor dividido por 480 mil Usuários, resultaria na contribuição anual de R$ 417,00 por Usuário. O equivalente a R$ 34,75 por mês, por Usuário.

 

Como fazer o acompanhamento e o controle do déficit?

 

A Cassi, ANUALMENTE, colocaria em votação para o Corpo Social aprovar o Orçamento do exercício seguinte. Ou seja, em meados de novembro de cada ano, o Corpo Social e o Banco aprovariam o Orçamento e cada uma das partes, já saberia o que pagar, a título de contribuição extraordinária, no ano seguinte.

 

Anualmente, teríamos condições de debater os custos da Cassi e a Diretoria da Cassi teria a responsabilidade de prestar contas, em relação à execução do Orçamento do Exercício que está terminando e justificar a proposta Orçamentária para o Exercício do ano seguinte.

 

A melhor forma de medir a competência dos dirigentes da Cassi é avaliando anualmente o cumprimento das metas.

 

Por que o modelo de contribuição simples atrelado ao salário não funciona?

 

Todos sabem, o Banco, os dirigentes da Cassi, as Entidades que negociaram o acordo e as lideranças do funcionalismo, que a inflação médica é e sempre será, maior que a correção da folha de pagamento.

 

Portanto, o modelo atual repete os erros dos modelos passados e apenas quebra a tal "solidariedade" da maneira mais perversa, reduzindo definitivamente os salários de todos, com o aumento do percentual para a Cassi de 3%,  para até 7,5%.

 

A proposta defendida pelas entidades e Banco, tem data de validade e o que restará,  será o aumento de contribuição para os Associados e a manutenção do percentual de contribuição por parte do Banco.

 

É terrorismo a possibilidade de Intervenção da ANS?

 

Não. Mas o que a ANS quer é um plano de custeio que sinalize para a cobertura dos déficit recorrentes da Cassi.

 

A ANS não exige o aumento do percentual de contribuição do Associado e tampouco exige mudanças na governança da Cassi.

 

Mudar o modelo de gestão, neste momento, introduzindo voto de minerva, inclusive, é oportunismo que deve ser repelido no voto.

 

Então devemos voltar para as mesas de negociações?

 

Sim. Para discutirmos o que realmente importa nesse momento: UMA FORMA JUSTA DE CUSTEIO PARA A CASSI.

 

Não precisamos mexer no atual modelo de governança.

 

Não podemos aceitar o Voto de Minerva.

 

Não podemos aceitar a redução no percentual de participação do Banco e o aumento do percentual de contribuição dos Associados.

 

Não vamos aprovar uma proposta que tem data de validade.

 

Não se engane, as propostas que representam concessões por parte dos Associados são definitivas e o Plano de Custeio NÃO”.

 

 Atenciosamente,

 

Luiz Francisco Cardoso

Representante de SC, nas mesas de negociações salariais - BB/CONTEC.

 

 

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